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Tiago Iorc consegue demolir reconstrução de sua obra em fluido álbum da série ‘Acústico MTV’

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Cancioneiro pop folk do cantor se enquadra bem na moldura padroniz

ada do formato.

O lançamento do disco Acústico MTV de Tiago Iorc nesta sexta-feira, 20 de setembro, meros quatro meses e meio após a edição do melhor álbum do artista, Reconstrução (2019), somente é explicado pelo apetite voraz da indústria da música para devorar qualquer centelha de criação que escape do padrão pop de consumo.

Após período de reclusão, Iorc reapareceu em 5 de maio, sem aviso prévio, com álbum em que mostrou evolução ao esboçar climas densos em canções introspectivas como Sei (Tiago Iorc, 2019), Bilhetes (Tiago Iorc e Duca Leindecker, 2019) e Desconstrução (Tiago Iorc, 2019).

Mesmo sem romper de forma radical com a leveza pop folk do cancioneiro de Iorc, o álbum Reconstrução sinalizou obra em nítido progresso. Por isso mesmo, não havia razão artística para Iorc gravar logo na sequência, em 30 de maio, um disco ao vivo na retomada da série Acústico MTV, lançada originalmente em 1989.

Decorridos 30 anos do primeiro acústico, o formato resiste ao tempo porque sempre foi atemporal. Em geral, canções nascem de um violão ou de um piano, bases dos acústicos (sobretudo o violão).

No caso de Iorc, é preciso ressaltar que o espírito original da maioria das músicas do compositor se enquadra muito bem na moldura padronizada dos acústicos – o que somente joga a luz sobre a produção musical orquestrada com refinamento por Roberto Pollo para a gravação do show captado em São Paulo (SP) com plateia de 250 convidados.

Com o toque da banda formada pelos músicos Jeremy Gustin (bateria), Isaías Elpes (baixo), Mateus Asato (violão) e Roberto Pollo (piano), além do próprio Iorc ao violão, o cantor rebobina 12 das 13 músicas do álbum Reconstrução entre sucessos da discografia iniciada há 11 anos com o álbum em inglês Let yourself in (2008), idioma da apática abordagem de Bellyache (Billie Eilish e Finneas Baird O’Connell, 2017), sucesso da cantora norte-americana Billie Eilish.

Se Desconstrução e a bonita balada A vida nunca cansa (Tiago Iorc, 2019) perdem um pouco da densidade das gravações originais do álbum Reconstrução, canções como Hoje eu lembrei do teu amor (Tiago Iorc, 2019), a funkeada Fuzuê (Tiago Iorc, 2019) e Deitada nessa cama (Tiago Iorc, 2019) fluem excepcionalmente bem no formato acústico. Assim como (algumas) músicas mais antigas, caso sobretudo de Mil razões (Tiago Iorc e Dani Black, 2015), composição lançada no álbum, Troco likes (2015), que ampliou o público e o sucesso do cantor.

Dentre as novidades, a inédita balada Lôra (Tiago Iorc, 2019) sinaliza que Iorc tem experimentado fazer músicas de tom mais interiorizado, clima em parte dissipado pela embalagem pop do acústico.

Já a outra inédita, Do que você tem medo? (Tiago Iorc, 2019), tenta pintar o quadro social do Brasil atual com superficialidade que evidencia a fragilidade da música em si.

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