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Mariana Baltar atinge a maioridade ao dar voz a Aldir Blanc em álbum com o conjunto Água de Moringa

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Irretocável, o disco ‘Os arcos – Paixão e morte ‘ apresenta letras inéditas desse compositor carioca de escrita fina.

Quão grande é o canto de Mariana Baltar! Quão pequeno pode ser o Brasil ao relegar uma cantora do porte dessa carioca à margem de mercado… Voz da resistência, Baltar arrebenta o cordão de isolamento com álbum, Os arcos – Paixão e morte, gravado com o conjunto de choro Água de Moringa e dedicado ao cancioneiro de Aldir Blanc, bamba das letras.

Neste disco que simboliza a maioridade dessa cantora que completa 18 anos em cena, por ter estreado em 2001 em show de gafieira, Baltar confirma a grandeza e inteligência do canto – já evidenciadas em álbuns anteriores como Uma dama também quer se divertir (2006) e Mariana Baltar (2010) – enquanto honra a escrita fina de Blanc.

O álbum Os arcos – Paixão e morte já chega ao mercado fonográfico – em CD e em edição digital – com alto valor documental por apresentar o primeiro registro fonográfico oficial da ambiciosa suíte que batiza o disco.

Dessa parceria fundamental da MPB das décadas de 1970 e 1980, Baltar põe o sambão Da África à Sapucaí (1986) majestosamente na avenida, aciona O cavaleiro e os moinhos (1976) – em gravação que exemplifica a habilidade do Água de Moringa escorrer notas fora dos cânones do choro – e sobe o tom em Plataforma (1977).

A gravação deste samba de bloco concilia o pique carnavalesco com a vibração do toque do choro do conjunto formado por Luiz Flavio Alcofra (violão), Jayme Vignoli (cavaquinho), Marcílio Lopes (bandolim), Rui Alvim (sopros) e André Boxexa (bateria e percussões).

Cintilante, o registro de Plataforma sobressai no álbum e serve como recado bem dado ao Brasil de 2019 por quem recusa “corda no bloco”.

A cantora soa tão grandiosa neste tributo a Aldir Blanc que consegue dar o tom de Querelas do Brasil (Maurício Tapajós e Aldir Blanc, 1978) sem fazer o ouvinte sentir saudade de Elis Regina (1945 – 1982), a maior das vozes que se dedicaram ao exercício de cantar Aldir Blanc.

Editado cinco anos após ter sido idealizado em 2014, Os arcos – Paixão e morte é álbum pautado pela excelência do canto, das composições e dos arranjos. “Sem bandeira ou fingimento”, como se posiciona em Plataforma, Mariana Baltar mete bronca ao dar voz a Aldir Blanc em disco irretocável. (Cotação: * * * * *)

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