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Maria Bethânia colhe ‘A flor e o espinho’ para single do álbum em que faz exaltação à Mangueira

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“Tire o seu sorriso do caminho / Que eu quero passar com a minha dor”. Dignos de qualquer antologia da música brasileira, estes imperativos versos do samba A flor e o espinho (Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha, 1957) ganham a voz altiva de Maria Bethânia em gravação que chegará ao mercado fonográfico na quinta-feira, 31 de outubro.

Na gravação, feita com sutil toque interiorano inserido na cadência bonita do samba, a intérprete (re)cita Sombras da água, poema do escritor moçambicano Mia Couto, assim que termina de cantar a letra de A flor e o espinho.

A flor e o espinho é o primeiro single do álbum em que a cantora faz exaltação à Mangueira. Com arranjos do maestro Letieres Leite, o disco Mangueira – A menina dos meus olhos tem lançamento previsto para dezembro em edição do selo Quitanda distribuída pela gravadora Biscoito Fino.

No álbum, Bethânia canta sambas como Mangueira (Assis Valente e Zequinha Abreu, 1935), Luz negra (Nelson Cavaquinho e Amâncio Cardoso, 1961), Sei lá, Mangueira (Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho, 1968) e A Mangueira é lá no céu (Maurício Tapajós e Hermínio Bello de Carvalho, 1970).

Outra pérola do repertório é o samba-enredo História pra ninar gente grande (Tomaz Miranda, Deivid Domênico, Luiz Carlos Máximo, Mama, Márcio Bola, Ronie Oliveira, Danilo Firmino e Manu da Cuíca, 2018), com o qual a escola verde-e-rosa se (con)sagrou campeã no Carnaval carioca deste ano de 2019.

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