Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

Exaltada por Mônica Salmaso em show no Rio, Cristina Buarque é fiel guardiã da memória do samba carioca

Compartilhe:
cristinabuarqueblogrodrigoalzuguir

Ao apresentar recentemente na cidade do Rio de Janeiro (RJ) o show que estreou em maio deste ano de 2018 em tributo a Wilson Baptista (1913 – 1968), a cantora paulistana Mônica Salmaso fez questão de exaltar em cena o trabalho de uma colega conterrânea, Cristina Buarque, na propagação da obra desse compositor fluminense que saiu de cena há 50 anos. Salmaso chegou a expor no palco do Teatro Rival um exemplar do álbum Ganha-se pouco, mas é divertido – Cristina Buarque canta Wilson Baptista, lançado em 2000.

A exaltação foi justa. Irmã de Chico Buarque e de Miúcha, Cristina nasceu na cidade de São Paulo (SP) em dezembro de 1950, mas a criação e a alma da artista são cariocas. E foi no Rio de Janeiro que Cristina Buarque pavimentou uma carreira que faz da artista, atualmente com 68 anos, uma das principais guardiãs da memória do samba da cidade em que se criou e na qual se fez cantora.

Mônica Salmaso admite publicamente que o disco lançado por Cristina Buarque há 18 anos foi uma das principais fontes de inspiração para a montagem do roteiro do show em que celebra o samba de Wilson Baptista. Nessa vertente do samba da antiga (antigo, mas jamais velho, posto que atemporal), Cristina permanece como sólida referência com reputação construída de forma natural por conta do apego da cantora aos bambas pioneiros.

Já no primeiro álbum, Cristina, lançado em 1974, a cantora deu voz a sambas de Cartola (1908 – 1980), Manacéa (1921 – 1995), Noel Rosa (1910 – 1937), Ismael Silva (1905 – 1978) e Ivone Lara (1922 – 2018), entre outros desbravadores do terreirão do samba. E foi assim, nessa linha, que a cantora gravou outros álbuns, como Prato e faca (1976), Arrebém (1979), Vejo amanhecer (1980) e Cristina (1981).

Cristina Buarque não é dona de uma grande voz. Tanto que Bastidores(1980), a música que o mano Chico Buarque fez para ela e que ela lançou em disco, logo foi tomada por Cauby Peixoto (1931 – 2016).

Mas o detalhe vocal não a torna uma cantora menor. Ao contrário. A grandeza de Cristina Buarque consiste justamente em dar essa voz referencial aos sambas de bambas como Geraldo Pereira (1918 – 1955) e Mauro Duarte (1930 – 1989), não deixando o samba morrer. Viva Cristina Buarque!

Deixe seu comentário:

Curta no Facebbok

Siga no Instagram

No images found!
Try some other hashtag or username