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Elba Ramalho honra a caminhada ao mixar guitarras, sanfona, afeto e delicadeza em show vigoroso

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Apresentado no Rio de Janeiro, ‘O ouro do pó da estrada’ está entre os melhores espetáculos da cantora.

“É rock, bebê!”, gracejou Elba Ramalho, no palco do Teatro Oi Casa Grande, aludindo à expressão que virou bordão desde que, em 2011, foi improvisada pela atriz Christiane Torloni em entrevista dada nos bastidores do festival Rock in Rio.

Elba se referiu ao mix explosivo de guitarras e sanfona que potencializou a força árida de José (Siba, 1996) e a pressão apocalíptica de Girassol da Caverna (Lula Queiroga, 1983), músicas que sobressaíram na estreia carioca do show O ouro do pó da estrada.

Enfim apresentado pela cantora na cidade do Rio de Janeiro (RJ) na sexta-feira e no sábado, 30 e 31 de agosto, seis meses após a estreia nacional da turnê em São Paulo (SP), o show O ouro do pó da estrada seguiu o caminho consagrador do homônimo álbum de 2018 – um dos mais vigorosos títulos da discografia iniciada pela cantora há 40 anos – e recolocou Elba Ramalho em cena com espetáculo à altura do honroso histórico da intérprete nos palcos brasileiros.

Desde 2016, a leoa da Paraíba vinha apresentando shows de menor estatura, feitos com roteiros demasiadamente flexíveis. Na estreia carioca, o show O ouro do pó da estrada corrigiu essa falha e apresentou Elba à altura do (muito) que se espera de Elba em cena.

Não somente porque as guitarras (de Marcos Arcanjo e Yuri Queiroga) deram à pulsação roqueira a números como Calcanhar (Yuri Queiroga e Manuca Bandini, 2013) e O fole roncou (Luiz Gonzaga e Nelson Valença, 1973), em conexão inebriante com a sanfona de Rafael Nascimento, mas também porque o roteiro se revelou coeso, valorizando todo o repertório do disco e surpreendendo na revisitação de músicas há anos não cantadas por Elba.

Foram os casos de Doida (Nando Cordel, 1988) – música forrozeira de Nando Cordel lançada pela cantora há 31 anos em clima de lambada – e de Coração da gente (Nando Cordel e João Wash, 1993), música propagada na trilha sonora da novela Tropicaliente (TV Globo, 1994), um ano após ter sido lançada por Elba em álbum, Devora-me (1993), em que a cantora fez conexões com o universo da música latina dos países hispânicos.

Desde 2016, a leoa da Paraíba vinha apresentando shows de menor estatura, feitos com roteiros demasiadamente flexíveis. Na estreia carioca, o show O ouro do pó da estrada corrigiu essa falha e apresentou Elba à altura do (muito) que se espera de Elba em cena.

Não somente porque as guitarras (de Marcos Arcanjo e Yuri Queiroga) deram à pulsação roqueira a números como Calcanhar (Yuri Queiroga e Manuca Bandini, 2013) e O fole roncou (Luiz Gonzaga e Nelson Valença, 1973), em conexão inebriante com a sanfona de Rafael Nascimento, mas também porque o roteiro se revelou coeso, valorizando todo o repertório do disco e surpreendendo na revisitação de músicas há anos não cantadas por Elba.

Foram os casos de Doida (Nando Cordel, 1988) – música forrozeira de Nando Cordel lançada pela cantora há 31 anos em clima de lambada – e de Coração da gente (Nando Cordel e João Wash, 1993), música propagada na trilha sonora da novela Tropicaliente (TV Globo, 1994), um ano após ter sido lançada por Elba em álbum, Devora-me (1993), em que a cantora fez conexões com o universo da música latina dos países hispânicos.

Nem a improvisada participação de Alceu Valença – presente na plateia da apresentação de 30 de agosto e convidado por Elba a cantar – alterou a consistência do roteiro. Feitos na medida certa, os duetos afetivos de Elba e Alceu em O xote das meninas (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1953) e Sabiá (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1951) deram charme adicional à apresentação de show incrementado com bela iluminação e colorida cenografia formada por painéis e projeções que mudavam a cada música.

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