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Disco em tributo à mãe Carmen converte até ateus com a força do Gantois e com elenco estelar

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Gilberto Gil, Marisa Monte, Gal Costa, Ivete Sangalo e Zeca Pagodinho participam da homenagem à ialorixá baiana de 90 anos.

Disco com elenco estelar que celebra os 90 anos de Carmen Oliveira da Silva, ialorixá baiana saudada nos terreiros de Salvador (BA) como Mãe Carmen, Obatalá é iniciativa fonográfica importante por preservar a cultura musical afro-brasileira.

O tributo perpetua em disco esse legado fundamental no momento em que o Brasil atravessa fase de intolerância religiosa, com ataques criminosos a templos em que se pratica a fé no candomblé, religião de origem africana que germinou em solo nacional ao ser cultivada pelos negros escravizados no Brasil.

Viabilizado sob direção geral de Flora Gil, o disco Obatalá – Uma homenagem à Mãe Carmen (Gege Produções Artísticas / Deck) foi idealizado por quatro filhos – Iuri Passos, Yomar Asogbá, José Maurício Bittencourt e Luciana Baraúna – do terreiro do Gantois e integrantes do grupo Ofá.

Propagado no cancioneiro do compositor baiano Dorival Caymmi (1914 – 2008), o terreiro do Gantois ganhou fama nacional pela presença mágica de Maria Escolástica da Conceição Nazaré, a ialorixá conhecida como Mãe Menininha (1894 – 1986), da qual Mãe Carmen é a filha caçula e seguidora.

Ao homenagear Carmen, Obatalá reverencia por extensão Mãe Menininha. É para elas que grandes estrelas da música brasileira se reuniram neste disco que traz as vozes de Alcione, Carlinhos Brown, Gilberto Gil, Ivete Sangalo, Jorge Ben Jor, Lazzo Matumbi, Margareth Menezes, Marisa Monte, Mateus Aleluia, Nelson Rufino e Zeca Pagodinho, entre outros nomes.

Sob a direção musical de Iuri Passos e Yomar Asogbá, essa constelação se irmana nos cânticos que, em maioria, saúdam orixás na língua iorubá.

Orquestrada por Iuri Passos com Alê Siqueira, a produção musical do álbum Obatalá dá a devida ênfase ao toque dos atabaques – sobressalentes, por exemplo, na saudação ao orixá Xangô feita por Gilberto Gil – sem se restringir à hipnótica base percussiva dos tambores.

Toques de piano e harpa pautam a saudação ao orixá Oduduwa, destaque do álbum pela beleza do tema afro em si e pela potência da voz de Margareth Menezes, majestosa cantora que parece evocar força divina ao entrar com Márcia Short na Roda do orixá Oduduwa.

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